Texto e fotos: Prof. Douglas
Faria
Quero agradecer a ATE e diretora
de eventos da associação Nilza, que graças a ela foi possível à realização
dessa visita. Também quero agradecer a ATE Cássia que nos guiou pelo bairro.
Professoras Érica e Tatiane pela disponibilidade e vontade em andar pelo bairro
com as crianças.
Também agradecer a Presidente da Associação Márcia Monteiro, a Diretora Andréia que nos apresentou o espaço de maneira bem cordial. Por fim o Alex, voluntário do espaço.
O objetivo dessa visita é
conhecer o bairro da Vila Ede, fazer chegar à escola onde os educandos e
educandas percorrem no seu dia a dia, onde passam o seu tempo, onde brincam,
onde moram seus amigos e parentes, assim, trazendo maior proximidade entre
bairro e escola.
O percurso foi realizado a pé,
nosso destino fica a cerca de 700 metros da escola, a Cássia e Nilza nos
auxiliou no percurso, pois elas são moradoras do bairro. O bairro da Vila Ede
tem o relevo bem acidentado, alunos e alunas reclamaram das ladeiras.
Nossa primeira parada foi na
quadra da Família Marley, muitos alunos e alunas jogam bola e brincam ali. Essa
quadra fica atrás de uma CEI, que antigamente era uma escola que ofertava
ensino médio, mas isso é assunto para outra publicação.
Posteriormente fomos para o nosso
destino, na Associação Cultural Santo Antônio de Lisboa. O espaço existe desde
no ano de 1964, e funcionava como um espaço de jogo de Bocha, com isso, nesse período já existia uma ligação com o bairro como espaço de lazer. Posteriormente foi
fechado e depois reaberto recentemente como forma de associação, sendo que a
diretoria é eleita em um período de dois em dois anos. Os alunos e alunas conhecem esse espaço como tom tom, no passado existia um bloco de rua na Vila Ede com esse nome, atualmente, o espaço da associação é usado como local de ensaio desse bloco.
Nesse espaço são realizadas aulas
de capoeiras, todas as quartas-feiras servem sopa comunitária, arroz com carne
e macarrão. Algo a destacar, que é muito importante, a associação tem grande
preocupação com as crianças do bairro, querem saber se estão frequentando a
escola, como estão sua vida escola e sua vida familiar. O espaço da associação
acaba sendo um espaço de encontro dos moradores, tanto para discutir questões
coletivas do bairro, como também eventos de rodas de samba e apresentações.
A associação não recebe nenhuma ajuda governamental, todo o recurso é proveniente de doações. A presidente nos relatou inúmeros casos e dificuldades para obter recursos, desde alimentos para servir ás quartas-feiras como também roupas para as doações. É um espaço coletivo, dos moradores do bairro, com a ideia de criar uma ajuda mútua para resolver os problemas recorrentes.
No final, fomos agraciados com um lanche para as crianças que o Alex nos preparou.
![]() |
| Projeto Voz Estudantil - Rádio Podcast da escola |















